diumenge, 20 de juliol de 2008

El petó

Manuel Bandeira va néixer a Recife (Pernambuco) el 19 d’abril de 1886. Amic personal de Paul Éluard i Mario de Andrade, va participar del moviment modernista de 1922. Alguns dels seus poemaris més destacats són A Cinza das Horas (1917), Libertinagem (1930) i Estrela da Manhã (1936).

El petó

Quan la noia li va estendre la boca
(l’edat de la innocència havia tornat,
ja no hi havia a l’arbre pomes enverinades),
ell va sentir, per primera vegada, que la vida era un regal fàcil
d’insuportables possibilitats.

Ai d’ell!
Tot fou pura il·lusió d’aquell petó.
Tot tornà a ser captiveri, inquietud, perplexitat:
- Al món només hi havia de verdaderament lliure aquell petó.

Traducció de Raimon Gil i Valèria C. de Araújo.

1 comentari:

Café com canela ha dit...

(Aquesta vegada ho poso a Portuguès perque ho saps bé qui el meu català és una *@&%*$!!)

Outro do "boteco", he?? Esta sessao deveria chamar-se "Alcóolicas" (em homenagem à Hilda, claro! Nada alusivo a nós) e nao "Traduccions".

Enfim, mais uma vez comento a beleza do poema e a sonoridade do idioma... E há quem diga que teu idioma é duro, imagine!
Duras sao algumas palavras estejam estas no idioma que estejam, mas definitivamente estas nao se encaixam na poesia.

Te amo em Português e em todos os outros idiomas. Obrigada pela oportunidade de fazer um trabalho tao bonito junto ao homem que amo.
Já sabe (embora insista na contradiçao) que escrever nao é lá dos meus dons, sou mais de sentir, e de minha parte faço jus ao título de Bibliotecária e auxilio na organizaçao, deixo a beleza e as palavras por tua conta, e nao é que o resultado é formidável???!!!!

Beijos ao meu poeta preferido (que Bandeira lá de Passárgada nao me leia).